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terça-feira, 3 de setembro de 2024

Esperança para esta geração




Esperança para esta geração

Escrito por Noemi Altoé Silva


    Se você é mãe como eu, com certeza, às vezes sente um misto de impotência, desespero e medo quanto ao futuro de seus filhos. O mundo em que vivemos está assustador e parece quase impossível encontrar um remanescente fiel entre os jovens, especialmente. As seduções são tantas e as tentações parecem ser mais fortes do que na nossa época de juventude. Sempre que me pego comparando o mundo de minha época de adolescência e juventude com o de hoje, fico aflita, pensando como as crianças e jovens vencerão e permanecerão fiéis ao Senhor em tempos tão difíceis.

    Desde a minha primeira gravidez, tenho orado (algumas vezes com mais fervor, outras com um pouco de desânimo, confesso) para que os nossos três filhos sejam alcançados com a graça salvadora de Jesus, e se tornem verdadeiros discípulos, amando e servindo ao Senhor por toda a sua vida. Nos últimos meses, temos tido a alegria de ver um despertamento na vida de nossos dois filhos mais velhos, após um período de afastamento e esfriamento espiritual durante os primeiros anos como universitários. Mas Deus ouviu as nossas orações e é maravilhoso vê-los lendo e estudando a Bíblia, buscando ao Senhor com intensidade, envolvendo-se com a igreja e demonstrando em cada atitude que amam a Jesus e desejam servi-lo.

    Há alguns dias, o nosso filho mais velho, Jônatas, compartilhou o testemunho de um amigo que me motivou a escrever este texto. Esse jovem de 26 anos, entendeu de forma clara que Deus o chamou para participar de um projeto missionário na África durante 3 meses. O problema é que ele teria que se afastar do trabalho por este período e estava receoso de que não receberia a dispensa. Então, no dia em que ele ia conversar com a sua chefe, ele foi caminhando para o trabalho e durante o percurso, por mais ou menos 40 minutos, conversou com o Pai celestial sobre o desafio que tinha pela frente. Este jovem, que ama o seu trabalho e depende dele para o seu sustento, pois mora longe dos pais e precisa pagar suas despesas, inclusive a mensalidade da faculdade, estava disposto a pedir demissão para participar da viagem missionária. Talvez alguns considerem que tal atitude seria imprudente e leviana, mas na verdade, ele estava depositando a sua confiança no Senhor e priorizando seu chamado em vez de sua segurança financeira. Ele chegou a dizer que, assim como Abraão estava pronto a oferecer Isaque - o que tinha de mais precioso, ele não hesitaria em abrir mão de seu emprego para servir ao Senhor. Algo que torna esse testemunho ainda mais belo é que este jovem havia elaborado o projeto de montagem de um laboratório de biologia na escola onde trabalha e para ele era algo muito especial. Seria muito difícil renunciar a este trabalho, mas ele estava disposto. No entanto, em sua infinita misericórdia, Deus tinha outros planos para ele. Não foi preciso pedir demissão porque Deus trabalhou no coração da diretora que concedeu a licença ao jovem e ele poderá participar da viagem missionária.

    Foi muito edificante ouvir o testemunho deste rapaz que ama a Jesus, tem um chamado para servi-lo na educação e está desejoso de viver e gastar a sua vida para o nosso amado Senhor Jesus. Além de muito inspirador, esse relato mostra que Deus está agindo nesta geração. Não devemos desanimar, nem imaginar que os jovens estão perdidos, que não há esperança para eles. Sim, há muitos que estão envolvidos consigo mesmos, buscando apenas os prazeres deste mundo, satisfazendo os desejos da carne, perdendo tempo com jogos, entretenimento, pornografia, presos no pecado, na promiscuidade, na futilidade, mergulhados nos vícios, no alcoolismo e nas drogas, em uma vida sem propósito (você pode conferir a descrição completa em 2 Timóteo 3:1-5).

    Mas ainda há aqueles que estão conectados com Jesus, procurando conhecê-lo e torná-lo conhecido. Por isso, quero motivar você a seguir a recomendação do apóstolo Paulo:

“alegrem-se na esperança; sejam pacientes na tribulação e
 perseverem na oração” (Rm 12:12)

    Não vamos desistir nem perder a esperança; Deus está trabalhando na vida dos jovens desta geração, ainda que em alguns momentos tenhamos que chorar por eles, diante de escolhas e atitudes que desagradam ao Senhor. Vamos renovar a nossa esperança e perseverar em oração, porque Deus já tem agido e fará coisas grandiosas por meio desta geração. Eu creio nisso!



Noemi Altoé Silva
Casada há 28 anos com Daniel e mãe de três filhos (Jônatas, Timóteo e Benjamim); formada em Letras pela Unicamp e apaixonada por ler e escrever.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Sozinha, mas não desamparada

 


Sozinha, mas não desamparada

Escrito por Noemi Altoé Silva


“Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; que é chamado o Deus de toda a terra.” 

(Isaías 54:5 – ACF).

 

    Não fomos criados para a solidão, o próprio Deus, em seu projeto original ao criar o homem e a mulher disse: “Não é bom que o homem esteja só, farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda” (Gn 2.18). Fomos feitos para encontrar a cara metade e desfrutar de uma vida comum plena e feliz, até que a morte nos separe. Mas a realidade pode ser bem diferente para algumas mulheres… Talvez você já tenha “trintado” e ainda esteja solteira, sentindo-se cada dia mais frustrada e triste porque percebe que as possibilidades de encontrar um marido diminuem conforme o tempo passa. Ou então, você teve uma vida maravilhosa com seu esposo, porém, ele se foi e agora, a dor e a saudade apertam o seu coração, deixando lembranças e um grande buraco em sua vida. Há ainda as mulheres que foram abandonadas, traídas, humilhadas, enganadas e hoje experimentam a dor da rejeição, raiva, vergonha, a sensação de terem sido usadas, e agora têm de tocar a vida e, muitas delas, ainda cuidar sozinha dos filhos.

    Diante de tanta incerteza e angústia, porém, não se desespere. Você não está sozinha! O nosso Deus é um Deus que vê o que estamos enfrentando, que nos ouve em nossa aflição. Quando Hagar foi expulsa por Sara e teve de enfrentar o deserto sozinha, com seu filho Ismael, Deus a socorreu e ela pode dizer: “Tu és o Deus que me vê” (Gn 16:13).

    Você não foi abandonada porque o Senhor nunca falha; ele conhece você e continuará suprindo as suas necessidades: seja preparando um marido ou capacitando-a para viver a solteirice; seja consolando-a e enxugando as suas lágrimas, sendo a sua companhia, quando sentir a falta do esposo que já partiu; seja amparando-a e sendo o seu marido, quando estiver sobrecarregada, tendo de resolver tudo sozinha, trabalhar fora, cuidar da casa e dos filhos e ainda lidar com suas angústias. Assim, da próxima vez que se sentir só, lembre-se das promessas do Senhor e das palavras desta canção de Rachel Novaes (“Comigo Estás”). Experimente o consolo do único marido que nunca falha, nunca abandona e sempre está presente.

“Como é bom saber que nunca estou só

Tenho sempre Tua mão a me guiar

Mesmo quando o medo vem

Mesmo quando a luz se vai

Eu posso crer, comigo estás

Teus caminhos são mais altos que os meus

Mesmo quando não consigo entender

Sei que posso confiar

Sei que devo descansar

Aqui estou, comigo estás

Na escuridão, Teu olhar me ilumina

E o frio da noite se desfaz pelo calor do Teu amor

Eu sinto paz, minha alma em Ti confia

Pois onde estou, Tu também estás

Onde estou, Tu também estás, Jesus”                                



Noemi Altoé Silva
Casada há 28 anos com Daniel e mãe de três filhos (Jônatas, Timóteo e Benjamim); formada em Letras pela Unicamp e apaixonada por ler e escrever.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Gratidão pela chegada de um filho

 


Gratidão pela chegada de um filho

Escrito por Noemi Altoé Silva

E ela dizia: ‘Isto é obra do Senhor! Agora ele olhou para mim favoravelmente, para desfazer a minha humilhação diante do povo.’” (Lc 1:25)

    Para mim foram sete anos de espera, mas para Isabel, foram décadas. E então, o milagre da gravidez aconteceu! Na minha história, o nosso primeiro filho chegou após algumas dificuldades para engravidar porque eu não ovulava e demorou um pouco para descobrirmos que essa era a causa. Na verdade, nos dois primeiros anos de casamento, prevenimos uma possível gravidez, fazendo uso de contraceptivos, mas a partir do terceiro ano de casados, consideramos que seria o tempo ideal para aumentar a família. No entanto, foi preciso uma considerável “peregrinação” a médicos e laboratórios para realizar consultas, procedimentos e exames até chegar ao diagnóstico final: estava tudo bem, só que a minha ovulação precisava ser estimulada. E um dos médicos que consultamos foi um instrumento de Deus para que, após três meses de tratamento com um medicamento específico, o Jônatas pudesse ser concebido. Após um período de dúvidas, incertezas, medos, tristezas, fé e muita oração, finalmente o nosso presente de Deus (esse é o significado do nome Jônatas) foi gerado. Valeu a pena toda a espera e Deus nos deu essa alegria e bênção de sermos pais; somos eternamente gratos a Ele por nosso primogênito (e pelos outros dois que vieram depois também!).


    A espera de Isabel, porém, foi muito mais longa. Ela já era idosa (Lc 1:18) e todos os dias, tinha de enfrentar a vergonha e a humilhação de sua esterilidade. Em meio a todo o sofrimento de uma esperança adiada (Pv 13:12), um dia seu marido (que era sacerdote e quando lhe cabia o turno servia no templo em Jerusalém) voltou mudo para casa, por ter duvidado da promessa de um filho, após ter recebido uma mensagem do anjo Gabriel, garantindo que Isabel, sua mulher, ficaria grávida. Certamente já na pós-menopausa, Isabel experimentou o milagre da concepção de um filho que traria “prazer e alegria” (Lc 1:14) não só aos pais, mas a toda a comunidade em que viviam, pois seria o precursor do Senhor Jesus, seria aquele que prepararia o caminho, os corações e as mentes dos judeus para ouvirem o evangelho de salvação que o próprio Senhor Jesus iria proclamar. Um filho que morreria jovem, de maneira brutal, porém, cumpriria o propósito para o qual Deus o criara. Um filho celebrado, motivo de grande alegria e gratidão para Zacarias e Isabel!

    A mulher que tem o privilégio de ser mãe, tenha esperado muito tempo ou tenha ficado grávida na lua de mel, deve ser grata pela maternidade. Está mais do que na hora de as mães desta geração, se unirem em coro a Isabel para dizer: “Foi o Senhor que fez isto”! Um filho é obra de Deus na nossa vida, é a ação maravilhosa e miraculosa do Criador, proporcionando às mulheres algo inigualável e inestimável. Ser mãe não é uma escravidão e um fardo como as ideologias anticristãs tentam nos convencer. Na época de Isabel a esterilidade era algo humilhante para a mulher; no entanto, em nossos dias parece que as coisas se inverteram e a mulher que deseja ser mãe ou tem muitos filhos (leia-se: mais de dois) pode ser desmotivada, criticada e até mesmo discriminada. Muitas são as vozes contrárias que tentam convencer as mulheres a abrir mão da maternidade e investir em sua carreira, buscar sua liberdade, usufruir de sua independência. Porém, não há bem comparado à maternidade, apesar de todos os desafios, sofrimentos e dificuldades que ela traz consigo. Se você é mãe, Deus atentou para você com favor e lhe deu um privilégio que deve ser motivo de louvor e gratidão todos os dias.



Noemi Altoé Silva
Casada há 28 anos com Daniel e mãe de três filhos (Jônatas, Timóteo e Benjamim); formada em Letras pela Unicamp e apaixonada por ler e escrever.