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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Bondade, o que a Bíblia diz?


 
Bondade, o que a Bíblia diz?

Como ser bom em um mundo ingrato, hostil e que nos faz o mal?

   A Bíblia diz que devemos pagar o mal com o bem, gostemos disso ou não!

"Porque, se vocês amam aqueles que os amam, que recompensa terão? Os publicanos também não fazem o mesmo? E, se saudarem somente os seus irmãos, o que é que estão fazendo de mais? Os gentios também não fazem o mesmo? Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu." MT 5.46-48.

    Se nos comportarmos da mesma maneira com os que nos tratam rudemente, estamos sendo tão pecadores quanto aqueles que nos prejudicam.

"Amado, não imite o que é mau, e sim o que é bom. Quem pratica o bem procede de Deus; quem pratica o mal jamais viu a Deus." 3 JO 1:11.


    Faça o bem sem esperar elogios ou recompensas. Faça o bem para a glória de Deus. Faça o bem para mudar a hostilidade do mundo próximo de você (compare com MT 7.1,2; 26.52).



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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Dicas para uma casa arrumada


Dicas para uma casa arrumada

Escrito por Noemi Altoé Silva


    Eu achava que acumular coisas e ter uma casa bagunçada era coisa de americano, de mulher de país rico, de gente que tem dólar sobrando para gastar. Mas considerando a quantidade de vídeos, blogs e livros produzidos, escritos e/ou traduzidos para o português, estou chegando à conclusão que esse problema não tem a ver com ter ou não dinheiro, mas com um traço específico de personalidade (algumas pessoas tendem a ser mais desorganizadas e acumuladoras que outras) e com um sintoma de nossa sociedade consumista, insatisfeita e ansiosa.

    Se você é como eu, talvez esteja lutando contra o acúmulo de coisas e a desorganização. Sabe aquela inveja que a gente sente ao entrar na casa impecável, linda e cheirosa da amiga que chega sempre no horário para qualquer compromisso e sai com os filhos bem penteados e de roupa combinando?
    Então, nem lembro quantas vezes tive de pedir perdão. (Aliás, meus filhos têm essa mania de nunca pentear o cabelo, não sei se é excentricidade ou mãe desorganizada…) Enfim, são muitas as confissões que tenho de fazer quando o assunto é “casa limpa e organizada sem neurose e sem estresse” (aliás meu último texto neste tema recebeu esse título). Se você se identifica comigo, vamos tentar botar um pouco de ordem no caos, meninas? Afinal, nunca é tarde para aprender a seguir o conselho bíblico e ser uma boa dona de casa, ocupando-se das tarefas domésticas (Tt 2.5) e tornando a casa um lugar mais agradável e acolhedor.

    Tenho pesquisado muito e aprendido com mulheres de diferentes lugares do mundo (a internet pode ser bênção), de idades variadas, mas todas tentando vencer dois inimigos principais: a bagunça e a procrastinação.

    Então, aí vão três preciosas dicas que tenho aprendido:

1. Nunca vá dormir com louça suja na pia. Por mais cansada que esteja, lave a louça e deixe a cozinha limpa e arrumada. É terrível acordar e deparar-se com uma pia cheia de louça suja e bagunça na cozinha. Pode ser difícil no começo, mas se fizer disso um hábito, perceberá que seu dia vai começar com mais tranquilidade e organização, sem o estresse inicial de já ter de preparar o café da manhã numa pia/balcão em total desordem.

2. Tenha uma rotina diária de limpeza e organização. Não adianta fazer uma faxina maravilhosa uma vez ao mês e depois, ao longo das semanas, ir acumulando pequenas tarefas sem fazer, achando que a casa magicamente se manterá limpa e organizada. É preciso criar o hábito diário para manter a casa limpa, afinal, nós somos aquilo que fazemos repetidamente. São os pequenos e repetidos hábitos, dia após dia, semana após semana, que definem como nossa casa será.

3. Simplifique suas coisas. É impossível manter a casa organizada quando temos muitas coisas. A casa vai ficando bagunçada ao longo do dia e a bagunça não vai simplesmente desaparecer. Não adianta mudar as coisas de lugar, quando elas se acumulam em gavetas, armários, caixas, etc. Vale a pena considerar reduzir, seja descartando, seja vendendo, seja doando, para conseguir ter uma casa mais arrumada. Procure “destralhar” sua casa um pouco por dia e verá resultados incríveis.

    Essas dicas têm me ajudado muito. Espero que sejam úteis para você também.


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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Casa Arrumada, sem estresse e sem neurose


 Casa Arrumada, sem estresse e sem neurose

Escrito por Noemi Altoé Silva

 Para quem deseja ter uma casa organizada e arrumada, existem dois extremos pouco saudáveis que devem ser evitados a todo custo: a casa desorganizada e sempre bagunçada, que gera estresse e desânimo em todos que vivem nela, e a casa impecável, em que ninguém pode deixar uma agulha fora do lugar que dá briga. Você pegou a ideia, né?

 O ideal então, é ter uma casa funcional, limpa e organizada e que ao mesmo tempo gere um ambiente tranquilo e acolhedor, sem cobranças exageradas. Mas será que isso é possível? Para algumas mulheres, isso é algo muito simples e quase natural, mas para outras (e eu me incluo nesse grupo), encontrar esse equilíbrio é desafiador. Tenho aprendido algumas dicas bem úteis e práticas que gostaria de compartilhar com você, se estiver comigo nesta luta de manter a casa em ordem e promover para a família um ambiente agradável, além de motivar a todos da casa a ter bons hábitos e disciplina de organização e limpeza.

 Aí vão algumas dicas que têm me ajudado a transformar minha bagunça num lugar minimamente aceitável, sem ter que sair correndo para guardar coisas quando aperta a campainha e surge uma visita inesperada. Essas sugestões parecem tão óbvias, mas têm me ajudado a manter minha sanidade mental, numa casa de cinco pessoas, das quais sou a única mulher (e a única outra fêmea, nossa cachorra Joy, se aliou aos machos, pois todos os dias apronta alguma e aumenta a bagunça da casa…).


1) Cada coisa deve ter o seu lugar.


 Se você sabe onde guardar cada coisa, além de manter a casa arrumada, saberá onde encontrar as coisas e não perderá tempo procurando-as.

2) Assim que usar, devolva no devido lugar.

 Seguindo a ideia da dica acima, já que cada coisa tem o seu lugar, coloque-as onde elas devem ficar. Chegou da rua, guarde os calçados na sapateira, pendure a bolsa e a chave do carro. Guarde as compras imediatamente. Usou a tesoura de costura, guarde-a de volta. Não deixar as coisas esparramadas dá uma sensação de tranquilidade e alivia o estresse que a desorganização gera.

3) Arrume a cama todos os dias, assim que levantar.

 Nem todos têm esse hábito e aqui em casa luto para ensinar meus filhos a arrumar a cama. Eles raciocinam assim: “Mãe, para que arrumar a cama, se de noite eu vou dormir e desarrumar de novo?”, mas eu rebato dizendo que ao longo do dia, ver uma cama lisinha e arrumada ajuda a eliminar o estresse de ver coisas bagunçadas e desorganizadas. Tenho até base bíblica para argumentar com eles (confesso que com poucos resultados, mas fazer o quê?): Jesus dobrou o lencinho que cobria sua face quando ele ressuscitou (Jo 20.7) e Pedro mandou Eneias levantar-se e arrumar a cama (At 9.34). Brincadeiras à parte, ter a cama arrumada motiva você a começar seu dia sem procrastinações e elimina as tarefas mais básicas logo de cara.

4) Nunca saia de um cômodo de mãos vazias.

 
Sempre podemos levar algo de um lugar para o outro enquanto nos deslocamos pela casa. Se estou indo da sala para a cozinha e vejo que alguém deixou uma caneca usada ali, já levo para a pia da cozinha. Se um livro ficou em cima da mesa da copa e estou indo para o escritório, já devolvo o livro na estante. Essa prática tem me ajudado a diminuir as coisas que estão fora do lugar. 

5) Mantenha as superfícies planas com poucas coisas.

  
Em vez de ter um aparador cheio de bibelôs, porta-retratos e itens de decoração, escolha dois ou três itens que você gosta mais e torne seu espaço mais intencional e agradável. Ajuda na hora da limpeza e elimina a quantidade de informação que seu cérebro tem que processar, cada vez que você olha para um móvel que tem dezenas de coisinhas, cada qual buscando sua atenção.


 Por hoje é só, mas espero que essas dicas tenham ajudado. Talvez no próximo post eu fale sobre como evitar as distrações com as mídias sociais e a internet e ter mais tempo para cuidar da casa e mantê-la limpa e organizada, já que esse é outro desafio dos nossos dias.


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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Os Padrões de Fé de Westminster | Sua origem, seus limites e sua importância


Os Padrões de Fé de Westminster

Sua origem, seus limites e sua importância

Os documentos teológicos conhecidos como Os Padrões de Fé de Westminster, ou também, Símbolos de Fé de Westminster são: a Confissão de Fé com trinta e três capítulos, os dois Catecismos, o Breve (para crianças) contendo 107 perguntas e respostas, e o Maior (para os adultos) contendo 196 perguntas e respostas, e o Diretório de Culto. 

Esse Padrões de Fé foram adotados pela maioria das Igrejas Reformadas e Calvinistas, e ainda algumas poucas, hoje os adotam (a Igreja Presbiteriana do Brasil, por exemplo, com exceção do Diretório de Culto o qual foi adaptado para o que é conhecido como Princípios de Liturgia). Aqueles que se declaram “reformados” devem ter apreço pelos Padrões de Fé. Infelizmente, muitos que se dizem reformados, além de não demonstrarem o apreço devido, nem mesmo os conhecem (talvez isso explique a falta de apreço). 

Neste artigo proponho a abordagem de três elementos relacionados aos Padrões de Fé de Westminster: a sua origem, os seus limites e a sua importância.


A origem dos Padrões de Fé de Westminster  

Vejamos um breve relato. Corria o ano de 1603, quando Tiago VI da Escócia tornou-se Tiago I da Inglaterra, unificando assim os dois reinos. Ele calvinista, fato que fez os puritanos alimentarem a esperança de implantarem o presbiterianismo na igreja inglesa (anglicana). 

Neste mesmo ano, cerca de mil ministros puritanos assinaram a “Petição Milenar”, na qual queriam que a igreja anglicana fosse completamente “puritana” na liturgia e na administração. Assim como no século anterior, Lutero, Calvino e outros, seguindo as ideias dos precursores da Reforma, confrontaram a igreja de Roma, da mesma forma agora, no século XVII, os puritanos levantaram-se contra o ritualismo litúrgico e administração da igreja anglicana.

Tiago e os puritanos seguiram em disputa, levando as questões para além da forma de governo eclesiástico (o episcopalismo sendo substituído pelo presbiterianismo). Questões políticas também se fizeram presentes. Tiago controlava muita coisa porque os Tudors inventaram um sistema extralegal que lhe conferia esse controle. Agora, a disputa era em torno do governo civil, entre o Parlamentarismo e a Monarquia: o rei tinha era um soberano instituído por Deus, ou o povo, por meio do Parlamento poderia escolher o seu rei? 

Enquanto a situação estava caótica na Inglaterra, o Parlamento aboliu o sistema episcopal, e em 1643, convocou uma assembleia na capela de Westminster, em Londres, para assessorá-lo tanto na administração do país quanto na sua teologia. Essa assembleia constituiu-se de 151 teólogos puritanos ingleses e, mais oito presbiterianos escoceses. Este grupo se reuniu em 1163 sessões diárias entre 1643 a 1648, quando seu trabalho foi dado como concluído, embora a Assembleia viesse a se dissolver somente em 1652. Essa solene assembleia trouxe à existência os Padrões de Fé de Westminster.


Os seus limites

A proposta dos Padrões de Fé é serem instrumentos na interpretação e aplicação das Escrituras. Eles são o que pode ser chamado de um “sistema teológico” com o qual interpretamos, entendemos e aplicamos em nossa vida as doutrinas bíblicas. Pense numa biblioteca. Ali existem milhares de livros de todos os assuntos. Se estes livros estivessem ali sem nenhuma organização por assunto, mas apenas ali guardados, estariam ali, mas, o trabalho que alguém teria para encontrar algum livro específico, e o tempo despendido nisso faria com que o conhecimento ali guardado não fosse devidamente aproveitado. Por isso, os livros numa biblioteca são separados primeiramente, por assunto (História, Física, Química, Política, Religião, etc.), depois, em cada seção, os livros são separados obedecendo a critérios estabelecidos pelo responsável pela biblioteca. Assim, não são necessários mais que uns poucos minutos para se encontrar um livro específico. Aquilo que chamamos de “Teologia Sistemática” é como se fosse uma biblioteca organizando as várias doutrinas da Fé Cristã contidas aleatoriamente nas Escrituras de forma. Assim, os Padrões de Fé organizam as doutrinas bíblicas, apresentando-as agrupadas e com várias referências para embasar essas doutrinas. 

Este é outro ponto importante, a saber, não se faz nenhuma doutrina com um único versículo. A Confissão de Fé de Westminster, Cap. I - §IX, diz:

A regra infalível de interpretação da Escritura é a própria Escritura; portanto, quando houver uma dúvida sobre o sentido verdadeiro e pleno de qualquer passagem da Escritura (que não é múltiplo, mas único), ela pode ser pesquisada e compreendida por outras passagens que falem mais claramente. (At 15.15; Jo 5.46; 2Pe 1.20-21).

Todas as doutrinas bíblicas vêm acompanhadas de várias referências tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Uma seita herética tem como uma de suas principais características, utilizarem apenas um versículo para embasar suas práticas heréticas. Assim sendo, os Padrões de Fé servem como sistematizadores das doutrinas para que as encontremos com mais facilidade, e, possamos estuda-las com mais profundidade. 

Um Padrão de Fé confiável nunca se colocará acima das Escrituras; nunca afirmará ser mais importante que elas. Veja o que a Confissão de Fé de Westminster diz no Cap. I – §I:

Embora a luz da natureza, e as obras da criação e da providência, até agora manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, a ponto de deixar os homens indesculpáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação. Portanto, aprouve ao Senhor, muitas vezes e de diversas maneiras, revelar-se e declarar essa vontade à sua igreja; e depois, para a melhor preservação e propagação da verdade, e para o mais seguro estabelecimento e conforto da igreja contra a corrupção da carne e a malícia de Satanás e do mundo, entregá-la totalmente por escrito; o que torna a Sagrada Escritura indispensável, tendo aqueles modos anteriores de Deus revelar sua vontade ao seu povo cessado agora. Sl 19.1-4; Rm1.32, 2.1, 1.19-20, 2.14-15; 1Co 1.21, 2.13-14; Hb 1.1; Lc 1.3-4; Rm 15.4; Mt 4.4,7,10; Is 8.19-20; 2Tm 3.15; 2Pe 1.19. (Grifo é meu).

E no §X do mesmo capítulo:

O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas devem ser determinadas, e por quem todos os decretos de concílios, opiniões de escritores antigos, doutrinas de homens e opiniões particulares devem ser examinados, e em cuja sentença devemos nos basear, não pode ser outro senão o Espírito Santo falando nas Escrituras (Mt 22.29,31; At 28.25; Gl 1.10).

Observe que tudo o que o homem produz em relação às Escrituras, quer sejam artigos, decretos de concílios, escritos e opiniões de escritores (de todos os tempos), devem ser submetidos às Escrituras e à autoridade divina que elas têm. Portanto, uma igreja que coloca as Escrituras no mesmo nível que suas tradições ou o que seus líderes dizem (por exemplo, a igreja de Roma), ou da Filosofia ou Psicologia (como muitos ditos cristãos de todas as vertentes do Cristianismo fazem em nossos dias), não são de fato cristãos, pois, não são de fato bíblicos. E aqui partimos para o último ponto desse artigo.


A importância dos Padrões de Fé de Westminster

A importância desses Padrões de Fé, além de enaltecerem a autoridade e supremacia das Escrituras, também se dá em relação à identidade tanto do crente quanto de sua denominação. Veja por exemplo, a Igreja Presbiteriana do Brasil. É exigido de seus oficiais no dia de sua ordenação, e dos seus membros, no dia de seu batismo e pública profissão de fé, que subscrevam integralmente o que dizem os nossos Símbolos de Fé. Enquanto as Escrituras nos definem e identificam como crentes em Cristo Jesus, os Símbolos de Fé nos identificam como reformados. Mas, por que ser identificado como reformado é algo importante? 

Um cristão reformado é bíblico. Ele tem as Escrituras como sua única regra de fé e prática. Ele não se deixa levar por modismos e tradições humanas. Ele tem sua fé firmada na Palavra de Deus, e, não vive buscando outras formas de revelação, porque crê que as Escrituras são suficientes não só lhe revelar a vontade de Deus, como também capacitá-lo a fazer a vontade Dele.

Um cristão reformado apresenta a Deus um culto bíblico. Todo o conhecimento concedido por Deus aos homens para a salvação, tem como objetivo final a adoração a Deus. Evangelizamos a fim de vermos os pecadores serem convertidos e transformados em filhos de Deus para que O adorem em espírito e em verdade por meio de um culto bíblico, tal como Deus assim o requer de nós. Os Padrões de Fé apresentam-nos o princípio regulador do culto, tendo a Deus como o único alvo da nossa adoração, a Cristo como o único Mediador entre nós e Deus, e o Espírito Santo como o que nos conduz nesta adoração. Assim, o culto bíblico é também, teocêntrico.

Um cristão reformado, quer seja um membro da Igreja ou um oficial da mesma, é uma pessoa de palavra e fiel. É lamentável vermos tantos membros e oficiais das nossas igrejas quebrando os votos e juramentos que fizeram em ocasiões solenes (batismo, profissão de fé, casamento, ordenação, etc.). Porém, um crente verdadeiro honrará seus votos e juramentos. Um pastor que no dia de sua ordenação jurou subscrição integral aos Símbolos de Fé e honra esse compromisso, certamente, é confiável. Sua pregação não tem o objetivo de agradar as pessoas, mas, a Deus. Sua forma de conduzir a Igreja será bíblica, pois, seu compromisso, antes de tudo, é com Deus. Uma igreja que está num processo de escolha de pastor deveria levar em total consideração o compromisso que seus candidatos têm com as Escrituras e com os Padrões de Fé adotados. A Igreja de Cristo, em nossos dias, mais do que nunca, necessita de pastores assim. 


Conclusão

Deixo aqui o desafio para você estudar os Padrões de Fé de Westminster, quer em sua Igreja (Escola Dominical, Pequenos Grupos, etc.), quer em seu lar (Devocional particular, Culto em Família, etc.). Os mestres e pastores da Assembleia de Westminster quando produziram esses materiais, não somente estavam respondendo ao Parlamento Inglês que questionava no que eles criam. Eles também quiseram munir a Igreja, tanto crianças quanto adultos, com a sã doutrina, para que esta pudesse suportar os ataques dos inimigos da Igreja, e crescerem na Graça e no Conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Há muita preocupação com a conversão dos pecadores, e muito esforço é empregado nisso. Porém, infelizmente, não se vê o mesmo empenho no crescimento espiritual, bíblico e doutrinário dos convertidos. Tanto a conversão quanto o crescimento espiritual são importantes; um depende do outro. Não há crescimento sem antes ter havido a conversão; mas, onde não há crescimento, a conversão é questionável.

Escrito por 
Olivar Alves Pereira - Pastor da Igreja Presbiteriana da Vila Pinheiro, Jacareí - SP

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terça-feira, 3 de agosto de 2021

O Cavalo de Troia



O Cavalo de Troia 


O cavalo de Troia foi um símbolo da Guerra de Troia, este conflito foi travado entre gregos e troianos na cidade de Troia e, supostamente, aconteceu em meados de 1250 a.C.

Há muitas divergências entre os historiadores se essa guerra é histórica ou se não passa de apenas mais um mito, e com isso, também não existe comprovações da veracidade do Cavalo de Troia. De acordo com as histórias, o conflito entre gregos e troianos começou quando Helena, esposa do  rei de Esparta, foi raptada e levada a Troia pelo príncipe Páris.

 Segundo os poemas épicos de Homero, o cavalo de troia era uma enorme estátua de um cavalo feito de madeira com o interior oco, e ali ficaram escondidos diversos gregos, incluindo Odisseu, que foi quem teve a brilhante estratégia. Esta estratégia foi de grande importância para a vitória dos gregos, já que Troia era uma cidade com enormes e impenetráveis muralhas, os combatentes gregos tentaram invadir por nove anos, mas de nada adiantou, jamais entrariam apenas com força física.
Os gregos fingiram que tinham desistido da batalha e deixaram o cavalo de troia como um presente para os troianos, por algum tempo os habitantes de Troia discutiram se deveriam destruir o presente, ou aceita-lo de bom grado em respeito aos inimigos derrotados. A decisão foi tomada, e o cavalo ficou dentro da cidade.

 Aí se dava início a vitória dos gregos, durante a noite, enquanto a maioria dos troianos dormia, os soldados escondidos no cavalo saíram e abriram os portões para os demais combatentes da Grécia, que estavam escondidos fingindo a retirada. Os gregos saquearam, queimaram e destruíram a cidade de Troia, deixando-a em ruínas. Além disso, a história contada é de que eles resgataram Helena.

Curiosidade: A expressão "presente de grego" tem como referência o cavalo de troia. Temos também o vírus de computador chamado "cavalo de troia", possuído esse nome graças a característica de "vencer as barreiras" de defesa da máquina, causando danos ao computador.


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Fonte: QueroBolsa.

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terça-feira, 13 de julho de 2021

Os 9 Círculos do Inferno de Dante

 

Os 9 Círculos do Inferno 


O poeta Dante Alighieri escreveu sua obra, "La Divinda Commedia", em torno de 1304 a 1321, um poema composto de 100 cantos e 14.233 versos. A obra acabou se tornando um patrimônio mundial da literatura com seu cunho teológico e a fortuna de suas alegorias, sendo assim, um dos alicerces da literatura italiana moderna.

Em sua obra, Dante atravessa o inferno, o purgatório e o paraíso, sendo as três partes que compõe o poema, Dante iniciou sua jornada juntamente com Virgílio, poeta latino, descendo pelos nove círculos do inferno, onde cada um correspondia a um tipo de pecado, e quanto mais profundo o círculo, maior a intensidade dos pecados e de suas punições.

Vamos passar um pouco por cada círculo descrito por Dante em sua obra:

1 - O Primeiro Círculo do Inferno: O Limbo


Antes do limbo, existe um abismo sem fim, onde é possível ouvir os gritos dos pecadores. Neste primeiro círculo estão as almas de quem morreu antes da vinda de cristo, ou que não foram batizados, principalmente crianças. Aqui eles são punidos com a escuridão eterna, vagando sem destino sem enxergar nada, o que representa as almas que não foram iluminadas pela mensagem do evangelho. Diferente dos demais círculos, aqui os condenados não gritão de dor, apenas suspiram.

2 - O Segundo Círculo do Inferno: Vale dos Ventos


Antes desse vale está a sala do julgamento, onde o Juiz do inferno, Minos, ouve as confissões dos mortos e os condena a um dos círculos. Ele enrola sua cauda no condenado, cada volta simboliza em qual círculo a alma será levada.

Aqui, no Vale dos Ventos, são condenados os que em vida eram levados por suas paixões, os luxuriosos. Eles sofrem e blasfemam contra Deus, enquanto são atormentados e arrebatados por um furacão e turbilhões de vento que nunca param, arrastando os espíritos com violência, atormentando-os, ferindo-os e rolando-os.

3 - O Terceiro Círculo do Inferno: Lago da Lama


Aqui são condenados os gulosos, aqueles que em vida tinham o prazer de comer alegremente além dos limites, eles são condenados a ficarem atolados no próprio vômito, sendo atormentados por tempestades ferozes de granizo, gelo, neve e torrões de água suja que caem sem parar. O cão de três cabeças, Cérbero, também está aqui, com uma fome insaciável ele arranha, esfola, esmaga, dilacera e esquarteja os espíritos dos gulosos.

4 - O Quarto Círculo do Inferno: Colinas de Rochas


Neste círculo estão os avarentos e pródigos, aqueles que, em vida, amaram as riquezas materiais acima de tudo. Seu ouro e prata se transforma em enormes pesos que um grupo deve empurrar contra o outro com o peito pela eternidade, eles também se insultam sem parar.

5 - O Quinto Círculo do Inferno: O Rio Estige


Na entrada existe uma cachoeira de água e sangue borbulhante e fervente, dela é formada algumas praias e também o rio chamado Estige, onde os condenados do pecado da ira estão. Aqui eles ficam se batendo e se torturando em uma raiva sem fim, no fundo do rio estão aqueles rancorosos que nunca demonstraram sua ira, eles ficam na lama no fundo do rio e não podem subir a superfície.

6 - O Sexto Círculo do Inferno: Cemitério de Fogo


Aqui estão os hereges, entre eles, os que não acreditam na existência de Deus e seu Filho Jesus Cristo. São condenados a ficarem a eternidade em túmulos abertos onde são queimados por um fogo que nunca apaga, cada túmulo possui mais de mil condenados.

7 - O Sétimo Círculo do Inferno: Vale do Flegetone


Nste círculo estão os condenados por violência, e é dividido em três vales:

- Primeiro Vale: Vale do Rio Flegetonte


Aqui são aquele condenados de violência contra o próximo. É um rio de sangue fervente, na sua margem está o Minotauro de Creta, um pouco à frente, correm as filas de centauros armados com arcos e flechas, e atiram em todas as almas que se erguem mais do que lhes destinou sua culpa.

- Segundo Vale: Vale da Floresta dos Suicidas


Neste vale são condenados os suicidas, aqueles que praticaram violência contra si mesmo, são transformados em árvores sombrias e retorcidas; por todo lado ouvem-se gritos lamentosos.
É onde estão os ninhos das Harpias citadas na Eneida, que se alimentam das suas folhas, causando dor e sangramentos nas árvores. Aqui também estão os esbanjadores, que são violentos contra os próprios bens, condenados a serem eternamente perseguidos por cadelas famintas que representam a pobreza e o desespero.

- Terceiro Vale: Vale do Deserto Abominável


É onde ficam os violentos contra Deus, condenados a ficar em um deserto de areia quente onde chovem chamas de fogo.

Existem quatro tipos de violentos contra Deus: Blasfemadores, os violentos contra a Palavra de Deus, que jazem deitados no chão, em maior sofrimento. 

Intelectuais, os que foram violentos contra o Espírito de Deus, eles ficam espremidos uns sobre os outros. 

Sodomitas, os violentos contra a Natureza de Deus, condenados a correr pelo deserto, sem rumo, e se pararem, são condenados a permanecer no mesmo lugar por mil anos. 

Usurários, os violentos contra a Sabedoria de Deus, condenados a ficarem sentados nas chamas.

8 - O Oitavo Círculo do Inferno: O Malebolge


Este círculo é todo em pedra e da cor de ferro, igual a muralha que o cerca, aqui estão os condenados por fraude. Ele é  dividido em dez fossos:

- Primeiro Fosso


Aqui estão os sedutores, aqueles que, em vida, exploravam as paixões dos outros e controlavam as pessoas para servir seus interesses. São condenados a serem açoitados por demônios, levando-os a cumprir os desejos dessas criaturas.

- Segundo Fosso


Os aduladores e lisonjeiros são punidos aqui, aqueles que exploravam os outros ao tirar proveito de seus medos e desejos; sua arma é a linguagem fraudulenta, através de raciocínios falsos, que destroem a comunicação entre as mentes. São condenados a ficara imersos nas próprias fezes, a sujeira que deixaram no mundo

- O Terceiro Fosso


Neste fosso são punidos os simoníacos, aqueles que eram traficantes de artefatos sagrados, eles são enterrados de cabeça para baixo e suas pernas são constantemente assadas por velas, vários condenados são empilhados no mesmo buraco, ficando o mais recente com as pernas de fora.

- O Quarto Fosso


Aqui os adivinhos têm a cabeça torcida, voltada para as costas, de forma que nunca mais consigam olhar para a frente. É a punição por alegarem saber o futuro que somente Deus sabe.

- O Quinto Fosso


Neste fosso os corruptos estão submergidos em um lago de espesso piche fervente; os que tentam ficar com a cabeça acima do caldo são torturados por demônios, que os dilaceram. Em vida, os corruptos tiraram proveito da confiança que a sociedade depositava neles; no inferno estão submersos em caldos, escondidos, pois suas negociações também eram feitas às escondidas.

- O Sexto Fosso


Os hipócritas estão vestidos com roupas brilhantes, atraentes, porém terrivelmente pesadas como o chumbo. Este é o peso que não sentiram na consciência ao fazerem maldades. No inferno, sentem o peso de seu falso brilho.

- O Sétimo Fosso


Aqui são punidos aqueles que se apoderaram do que não era seu, os ladrões. Eles  têm seus corpos roubados constantemente por serpentes e outros répteis monstruosos que os atravessam e os desintegram, roubando seus traços humanos.

- O Oitavo Fosso


Aqui ficam os maus conselheiros, aqueles que induziram os outros a praticar a fraude. São punidos com seus corpos ardendo em chamas eternamente, envoltos por oceanos de lava e tempestade de raios contínua.

- O Nono Fosso


Os semeadores da discórdia são condenados a serem eternamente esfaqueados pela espada de um demônio nesse fosso, esta criatura os pune causando mutilações em partes do corpo, eles estão com as entranhas para fora, aparecendo seus estômagos; alguns têm a cabeça cortada; outros, os braços e as pernas; outros, a língua, as orelhas ou o nariz.

- O Décimo Fosso


Pecadores que cometeram qualquer tipo de falsificação são punidos aqui, eles são cobertos por todo tipo de doença e pestilência. Aqui são seus corpos que se tornam falsos, ao apodrecerem, cobertos por enfermidades, que, segundo Dante, exalam um fedor insuportável.

- O Nono e Último Círculo do Inferno: Lago Cocite


O lago cocite está congelado, aqui estão imersos os traidores, representados por Lúcifer, o traidor de Deus, que aqui reside. Este círculo é distribuído em quatro esferas diferentes, dependendo da gravidade da traição.

- Esfera da Caína


Aqui são punidos os traidores de seus familiares. Suas almas permanecem submersas com apenas o tórax e a cabeça fora do gelo. Seu nome tem origem no personagem bíblico Caim que matou seu irmão Abel por causa de inveja.

- Esfera de Antenora


São punidos os traidores de sua pátria ou partido político. As almas ficam submersas no nível do pescoço, com apenas suas cabeças fora do gelo. O nome vem de Antenor, o príncipe troiano que traiu o seu país ao manter uma correspondência secreta com os gregos.

- Esfera da Ptoloméia ou Toloméia


Aqui são punidos os traidores de seus hóspedes. Eles estão presos no gelo do lago apenas com o rosto para fora de forma que, quando choram, suas lágrimas congelam e cobrem seus olhos. O nome origina-se do personagem bíblico Ptolomeu, onde o capitão de Jericó convida Simão e seus dois filhos ao seu castelo e lá, traiçoeiramente, os mata a sangue-frio.

- Esfera da Judeca


Aqui estão aqueles que, em vida, traíram seus mestres e reis. Eles sofrem intensamente estando totalmente submersos no gelo do Cócito, conscientes, para a eternidade. 

Aqui também está Lúcifer, preso no gelo até o meio do peito, peludo, com enormes asas que possuem membranas como a dos morcegos, provoca um vento sentido por toda a esfera, ele tem três cabeças e com cada uma delas, morde três dos maiores traidores da história: Judas, Brutus e Cassius. 
O nome vem de Judas, o traidor de Jesus Cristo.



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Fonte: Youtube, Wekipedia.


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quinta-feira, 17 de junho de 2021

A Hierarquia dos Anjos


A Hierarquia dos Anjos

 No cristianismo, os Anjos são agentes de Deus, a hierarquia angélica cristã mais influente foi apresentada por Pseudo-Dionísio, o Areopagita, nos séculos IV ou V, em seu livro De Coelesti Hierarchia.

 Os Anjos são divididos em várias ordens e coros, segundo teólogos cristãos medievais. Pseudo-Dionísio e Tomás de Aquino, um dos mais conhecidos referente a esse tema, buscaram inspirações em passagens do novo testamento para elaborar um esquema de três hierarquias, ou esferas, com cada uma contendo três ordens ou coros. Lembrando que, mesmo os autores tendo inspirações em textos bíblicos do novo testamento, o cânone bíblico não é claro sobre o assunto.


A Primeira Hierarquia/esfera:


 Essa é formada pelos anjos de mais alta "patente", ou seja, anjos que estão em íntimo contato com o Criador, e dedicam-se a Amar, Adorar e Glorificar a Deus. São eles:

Serafins


 O nome "seraph" deriva do hebreu e significa "queimar completamente",  nas Escrituras, os Serafins são mencionados apenas uma vez, na visão de Isaías e eles são descritos tendo 6 asas, com duas cobrindo o rosto, duas cobrindo os pés e duas voando.

Querubins: 


 São considerados guardas e mensageiros dos Mistérios Divinos, no início da criação, foram colocados pelo Criador para guardar o caminho da Árvore da vida como descrito em Gênesis 3:24. Na Bíblia o nome Querubins é o mais citado, sendo mencionado cerca de 80 vezes em diversos livros. Segundo o profeta Ezequiel os querubins tem a seguinte aparência: "Cada um dos seres viventes tinha quatro rostos: o do primeiro era rosto de querubim, o do segundo, rosto de homem, o do terceiro, rosto de leão, e o do quarto, rosto de águia." (Ez 10:14).

Tronos:


 Conhecidos também como Anciões, são citados brevemente por Paulo, o apóstolo, em colossenses 1:16. São símbolos vivos da justiça e autoridade de Deus, acolhem em si a Grandeza do Criador e a transmitem aos Anjos de graus inferiores. São chamados "Sedes Dei" (Sede de Deus). Em geral, os Tronos são anjos que apresentam aos Coros inferiores, o esplendor da Divina Onipotência.


A Segunda Hierarquia/esfera:


 Nessa esfera estão os Anjos que transmitem os Planos da Eterna Sabedoria, ou seja, eles comunicam aqueles projetos aos Anjos da terceira esfera, que vigiam o comportamento da humanidade. São responsáveis pelos acontecimentos no Universo. Esta Hierarquia é formada pelos seguintes Coros de Anjos:

Dominações:


 São Anjos da alta nobreza celeste que regulam os deveres dos anjos inferiores, acredita-se que esse Coro pareçam seres humanos divinamente bonitos com um par de asas emplumadas, muito semelhante com as representações comum de anjos, mas são distinguidos de outros grupos, empunhando orbes de luz presas às cabeças de seus cetros ou pomo de ouro. São Gregório escreveu : 

“Algumas fileiras do exército angélico chamam-se Dominações, porque os restantes lhe são submissos, ou seja, lhe são obedientes”. São enviados por Deus a missões mais relevantes e também, são incluídos entre os Santos Anjos que exercem a “função de Ministro de Deus”.


Potestades: 


 Esses Anjos tem o dever primário de supervisionar os movimentos dos corpos celestes para garantir que o cosmo permaneça em ordem, são anjos guerreiros que também se opõem aos espíritos malignos, são geralmente representados como soldados vestindo armaduras e capacete completo, tendo armas defensivas e ofensivas, como escudos e lanças.

Virtudes:


 São aqueles através dos quais são feitos sinais e milagres no mundo, eles também transmitem aquilo que deve ser feito pelos outros Anjos, mas sobretudo, auxiliam no sentido de que as coisas sejam realizadas de modo perfeito. Assim, eles também têm a missão de remover os obstáculos que querem interferir no perfeito cumprimento das ordens do Criador.

A Terceira Hierarquia/esfera:


 São Anjos que agem como guias celestes, protetores e mensageiros dos seres humanos, estão mais próximos de nós e conhecem a fundo a natureza de cada pessoa, a fim de poderem cumprir com exatidão a Vontade Divina. insinuando, avisando ou castigando, conforme o caso. Esta Hierarquia é formada pelos:

Principados:


 São guias dos mensageiros Divinos, não são enviados a missões modestas, pelo contrário, são enviados a príncipes, reis, províncias,  tudo de conformidades com o honroso título de seu Coro. Significa dizer, que são aqueles Anjos que levam as instruções e os avisos Divinos, ao conhecimento dos povos que lhe são confiados. Porém, quando esses mesmos povos recusam aceitar as mensagens do Senhor, os Principados transformam-se em Anjos Vingadores, e derramam as taças da ira Divina sobre eles, de forma a reconduzi-los através do castigo e da dor, de volta ao Deus de Amor e Misericórdia que eles abandonaram propositalmente. São descritos usando uma coroa e carregando um cetro.

Arcanjos: 


 Acredita-se que esses Anjos devem estar no mais alto Coro dos Anjos. Gabriel é considerado um Arcanjo na maioria das tradições cristãs, no entanto, não há suporte literário direto para essa suposição, também vale a pena notar que o termo "arcanjo" aparece apenas no singular, nunca no plural e apenas em referência específica a Michael.
Rafael também é denominado pela Igreja como um Arcanjo. A respeito de Rafael, no Livro de Tobias, ele mesmo confirma que está diante de Deus:

“Eu sou Rafael, um dos sete Anjos que estão sempre presentes e tem acesso junto à Glória do Senhor”. (Tb 12:15)

 Um quarto arcanjo é Uriel, cujo nome literalmente significa "Luz de Deus". O nome de Uriel é o único não mencionado na Bíblia cristã ocidental, mas desempenha um papel proeminente em um apócrifo lido por cristãos ortodoxos anglicanos e russos: O segundo livro de Esdras.
Outra interpretação possível dos sete arcanjos é que esses sete são os sete espíritos de Deus que estão diante do trono descrito no Livro de Enoque e no Livro do Apocalipse.

Anjos:


 Essa é a ordem mais baixa dos seres celestes, e a mais conhecida. São os que mais se preocupam com os assuntos dos homens, consequentemente, são os mais próximos de nós, convivendo conosco e prestando um serviço silencioso mas de valor incomensurável à cada pessoa. O Criador inspirou o escritor sagrado no Livro Êxodo, da Bíblia Sagrada: 

“Eis que envio um Anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho e te conduza ao lugar que tenho preparado para ti. Respeita a sua presença e observa a sua voz, e não lhe sejas rebelde, porque não perdoará a vossa transgressão, pois nele está o Meu Nome. Mas se escutares fielmente a sua voz e fizeres o que te disser, então serei inimigo dos teus inimigos e adversário dos teus adversários”. (Ex 23:20-22)



Fonte: Aleteia - Conhecendo a hierarquia dos Anjos e suas respectivas funções, Wikipédia.



terça-feira, 1 de junho de 2021

Quem foi Dante Alighieri?


Quem foi Dante Alighieri?


Dante nasceu em Florença, atual Toscana, entre 22 de Maio e 13 de Junho de 1265. Não se tem registros oficiais do nascimento dele, segundo ele mesmo, nasceu sob o signo de gêmeos, entre o fim de Maio e meados de Junho.
Dante é uma abreviação do seu verdadeiro nome, Durante.

Nasceu em uma importante família florentina, tendo raízes na Roma Antiga, citado no livro "Inferno". Seu pai, Alighieri di Bellincione, foi um Guelfo Branco, ele não sofreu quaisquer represália após a vitória do partido gibelino (inimigos políticos) na Batalha da Montaperti, uma consideração por parte dos inimigo que prova o prestígio da família.

A mãe de Dante, Bella Degli Abati, morreu quando Dante tinha apenas cinco anos de idade, seu pai logo se casou novamente com Lapa di Chiarissimo Cialuffi, o que é um pouco controverso, segundo alguns autores, por conta das dificuldades da época em relação a casamentos de viúvos. Dela nasceram, Francesco e Tana, irmãos de Dante.
Com 12 anos, foi imposto a ele o casamento com Gemma, filha de Messe Manetto Donati, prática comum na época tanto no arranjo quanto na idade. 

Pouco se sabe sobre a educação de Dante, possivelmente estudou em casa de forma autodidata, o que se tem conhecimento é que estudou a poesia toscana, talvez com a ajuda de Brunetto Latini.
Dante participou também na vida militar da época, em 1289, combateu ao lado dos cavaleiros florentinos, contra os de Arezzo, na Batalha de Campaldino.
Foi, também, médico e farmacêutico; não pretendia exercer essas profissões mas, segundo uma lei de 1295, todo nobre que pretendesse tomar um cargo público devia pertencer a uma das guildas (Corporazioni di Arti e Mestieri - ou seja, "Corporação de Artes e Ofícios"). Ao entrar na guilda dos boticários, Dante podia, assim, ascender à vida política. Esta profissão não era, de todo, inadequada para Dante, já que, na época, os livros eram vendidos nos boticários. De 1295 a 1300, fez parte do "Conselho dos Cem" (o conselho da comuna de Florença), onde fez parte dos seis priores que governavam a cidade.

Após a cidade de Florença ser devastada e dominada pelos Guelfos Negros, Dante foi condenado, em Florença, ao exílio por dois anos, além de ser condenado a pagar uma elevada multa em dinheiro. Em Florença, Baldo d'Aguglione perdoou a maior parte dos guelfos brancos que estavam no exílio, permitindo-lhes o seu regresso. Dante, no entanto, tinha ultrapassado largamente os limites toleráveis para o partido negro nas suas cartas a Henrique VII, pelo que o seu regresso não foi permitido.
Em 1315, Florença foi obrigada, por Uguccione della Faggiuola (oficial militar que controlava a cidade) a outorgar amnistia a todos os exilados. Dante constava na lista daqueles que deveriam receber o perdão. No entanto, era exigido que estes pagassem uma determinada multa e, acima de tudo, que aceitassem participar numa cerimónia de cariz religioso onde se retratariam como ofensores da ordem pública. Dante recusou-se a semelhante humilhação, preferindo o exílio.

Quando Uguccione derrotou, finalmente, Florença, a sentença de morte que recaía sobre Dante foi comutada numa pena de prisão, sob a única condição de que teria de ir a Florença jurar solenemente que jamais entraria na cidade. Dante não foi. Como resultado, a pena de morte estendeu-se aos seus filhos. Dante ainda esperou, mais tarde que fosse possível ser convidado por Florença a um regresso honrado. O exílio era como que uma segunda morte, privando-o de muito do que formava a sua identidade.
Dante Alighieri morreu aos 56 anos em Ravena, no ano de 1321.

Dante é considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como il sommo poeta. Foi muito mais do que literato: numa época onde apenas os escritos em latim eram valorizados, redigiu um poema, de viés épico e teológico, La Divina Commedia ("A Divina Comédia"), o grande poema de Dante, que é uma das obras-primas da literatura universal. A Commedia se tornou a base da língua italiana moderna e culmina a afirmação do modo medieval de entender o mundo.


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Fonte: Wikipédia.

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

4 Adaptações de Sherlock Holmes para os Cinemas


4 Adaptações de Sherlock Holmes para os Cinemas


Sherlock Holmes é um personagem de ficção da literatura britânica criado em 1854, pelo médico e escritor Sir Arthur Conan Doyle. Nessa lista não vamos incluir séries para TV, como por exemplo a Série Sherlock da emissora BBC.

1 - Sherlock Holmes Baffled




A Primeira aparição do detetive mais famoso do mundo nas telonas foi em 1900, com um curta metragem de apenas 30 segundos, dirigido pelo norte-americano Arthur Marvin. O enredo mostra Sherlock sendo tapeado por um ladrão muito habilidoso que consegue sumir e aparecer quando quiser. Nessa época, foi uma demonstração de um truque de filmagem muito conhecido, o Stop Trick, quando se filma um objeto ou pessoa e, com a câmera desligada, o objeto é movido para fora da vista da câmera, em seguida a câmera é ligada, dando a impressão ao telespectador que o objeto ou pessoa desapareceu.

2 - Série de filmes de Sherlock Holmes



Em 1939 saia o primeiro longa metragem do personagem, o ator britânico Basil Rathbone deu vida ao detetive em 14 filmes, os dois primeiro produzidos pela Fox e o restante pela Universal Studios. O último filme dessa saga foi lançado no dia 7 de julho de 1946, intitulado "Vestida para Matar", dirigido por Roy William Neil. O ator Basil é considerado por muitos críticos como o melhor interprete do detetive até hoje.

3 - O Xangô de Baker Street



Lançado em 2001, nesse longa dirigido por Miguel Faria Jr., Sherlock veio ao Brasil, chamado pelo próprio Dom Pedro II, para desvendar um caso de serial Killer. O Filme é uma adaptação do romance escrito por Jô Soares e publicado em 1995. O ator português Joaquim de Almeida vive na pele do detetive, integrando um elenco que inclui Marco Nanini, Cláudia Abreu e Thalma de Freitas. 

4 - Sherlock Holmes



Lançado em 2009 e dirigido por Guy Ritchie, essa adaptação coloca na pele do detetive ninguém menos que nosso querido Homem de Ferro, o ator Robert Downey Jr., o filme se passa no ano de 1891, onde Sherlock e seu fiel assistente Dr. Watson são chamados para impedir a morte de uma mulher e prender Lord Henry Blackwood. O longa ainda teve uma sequencia intitulada Sherlock Holmes: Jogo de Sombras, lançado em 16 de Dezembro de 2011.


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quinta-feira, 20 de maio de 2021

3 Grandes Clássicos



(Imagens Ilustrativas)

3 Grandes Clássicos


Peter Pan

(imagem ilustrativa, As Aventuras de Peter Pan, 1953, Disney)


Foi um personagem criado por J. M. Barrie para sua notória peça de teatro chamada Peter and Wendy, que em seguida originou um livro infantil publicado em 1911. Peter é um pequeno rapaz que se recusa a crescer e que passa a vida a ter aventuras mágicas.
Existem duas possíveis inspirações para o personagem, Barrie o inventou quando contava histórias para os filhos de uma amiga. O nome  pode ser sido Peter de Peter Llewelyn Davies, o mais novo  dos rapazes naquela época, e Pan, do deus grego das florestas. Uma outra vertente é que tenha sido inspirado no seu irmão mais velho, David, que morreu acidentalmente patinando no gelo, quando tinha apenas 13 anos. De acordo com Andrew Birkin, autor do livro J. M. Barrie and the Lost Boys, foi "uma catástrofe inacreditável da qual ela nunca se recompôs... Margaret Ogilvy retirou conforto da noção que tendo David morrido tão jovem, permaneceria um rapaz para sempre. Barrie buscou nessa ideia a inspiração".

Peter Pan apareceu pela primeira vez em 1902 num livro intitulado The Little White Bird, uma versão ficcionada da relação de Barrie com as crianças de Sylvia Davies e que foi adaptada ao teatro numa peça chamada Peter Pan, or The Boy Who Wouldn’t Grow que estreou em Londres em 27 de dezembro de 1904.


Alice no País das Maravilhas

(imagem ilustrativa, Alice nos País das Maravilhas, 1951, Disney)



Esse clássico criado por Charles Lutwidge Dodgson, foi publicado pela primeira vez em 4 de Julho de 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carroll. Nele conhecemos Alice, que cai na toca de um coelho e vai parar em um mundo alternativo, com criaturas fantásticas e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo, característica dos sonhos.
Charles criou essa fantástica história em uma viagem de barco, para entreter três irmãs, Loriny Charlotte, Edith Mary e Alice Pleasance Liddell, de onde veio o nome para a personagem principal.
A história está repleta de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carroll, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas frequentemente através de enigmas que contribuíram para a sua popularidade.
Alice teve uma sequencia, chamada Alice no Outro Lado do Espelho.


Pinóquio

(imagem ilustrativa, Pinóquio, 1940, Disney)


A primeira aparição do boneco de madeira falante foi em 1883, no romançe As Aventuras de Pinóquio, criado por Carlo Collodi. Esculpido de um tronco por um entalhador chamado Geppetto numa pequena aldeia italiana, pinóquio nasceu como um boneco de madeira que sonhava em ser um menino de verdade, sendo guiado por sua "consiencia", o grilo falante, sempre que o menino mentia seu nariz de madeira crescia. 

No original, Pinocchio, é uma palavra típica do italiano falado na Toscana e significa pinhão, no entanto a origem do nome não é clara, tendo muitos outros nomes similares além desse.


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Fonte: Wikipédia.



 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

4 Adaptações do Frankenstein nos Cinemas




4 Adaptações do Frankenstein nos Cinemas

Frankenstein foi criado pela escritora britânica Mary Shelley, nascida em Londres. Trata-se de um romance de terror gótico com inspiração do movimento romântico, foi publicado pela Colbum and Bentley, sendo a primeira versão revisada da terceira edição do livro, em 1831.
Desde então tem recebido diversas adaptações ao longos dos anos, como filmes, séries, animações e outros. Hoje vamos falar de 4 das adaptações desse monstro para a Sétima Arte.

1 - Frankenstein de 1910




Vamos começar do inicio, esse título trata-se com um curta de pouco mais de 10 minutos, dirigido por J. Searle Dawley, foi a primeira versão feita da história de Mary Shelley. É possível encontrar essa versão no Youtube para assistir, se quiser conferir clique aqui.

2 - Frankenstein de 1931




Vinte anos se passaram, e dessa vez a Universal Studios trouxe, com toda certeza, uma das mais famosas adaptações desse personagem até hoje, dirigido por James Whale, esse clássico é considerado como o principal filme do monstro e implantou a figura do mesmo com aquela cabeça quadrada e parafusos amostra. Vale muito a pena conferir!

3 - A Noiva de Frankenstein de 1935




O mesmo diretor de Frenkenstein, James Whale, volta para essa sequencia, este longa tem a história central focada na criação de uma companheira para o monstro, fica aqui também uma menção honrosa para "O Filho de Frankenstein", trazendo Rowland V. Lee na direção, foi lançado em 1939, fechando a trilogia clássica do monstro.



"O Filho de Frankenstein" - 1939


4 - Van Helsing O Caçador de Monstros 




Nesse longa lançado em 7 de Maio de 2004, o nosso querido monstro não é o protagonista, mas é adaptado em um personagem coadjuvante da trama, onde tem um papel crucial, dirigido por Stephen Sommers. Além  do Frankenstein, o longa traz grandes personagem de terror como lobisomem, drácula e uma aparição adaptada da história do Médico e o Monstro, vale muito a pena conferir!


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